Free Fire 2018 pode acabar em junho; veja o motivo
Criadores do Free Fire 2018 explicaram a Bruno PlayHard por que pretendem encerrar o projeto em junho.
Por
Ronny Rolim
Quem acompanha o Free Fire 2018 recebeu um sinal importante sobre o futuro do projeto: os responsáveis pela versão modificada disseram, em entrevista a Bruno PlayHard, que pretendem encerrar os servidores entre os dias 10 e 15 de junho de 2026.
A fala afeta diretamente jogadores que usam o APK antigo modificado para acessar partidas fora dos servidores oficiais da Garena. A informação não veio da desenvolvedora do Free Fire, mas dos próprios criadores/modificadores do projeto, que afirmaram não querer confronto com a empresa.
Durante a conversa, eles explicaram que o Free Fire 2018 cresceu mais do que o esperado, passou a chamar atenção de influenciadores e hoje depende de uma estrutura mantida pela própria equipe. Segundo os entrevistados, parte dos custos é paga com links encurtados usados para liberar keys de acesso, mas o valor arrecadado não cobre tudo.
Free Fire 2018 pode sair do ar em junho
O ponto mais importante da entrevista é a possível data de encerramento. Um dos criadores afirmou que a equipe pretende parar o projeto entre 10 e 15 de junho de 2026, principalmente por causa da visibilidade inesperada que o Free Fire 2018 ganhou nas últimas semanas.
Segundo eles, a ideia inicial não era transformar o APK modificado em um fenômeno aberto para uma grande massa de jogadores. O projeto teria começado como algo mais fechado, voltado para uma comunidade nostálgica que queria reviver a sensação do Free Fire antigo.
Com a entrada de influenciadores e streamers, o cenário mudou. O Free Fire 2018 passou a circular com mais força, ganhou comentários em lives e atraiu jogadores que queriam testar a versão clássica. Esse crescimento, segundo os responsáveis, aumentou também a preocupação com a Garena.
O Free Fire 2018 pode ser encerrado entre 10 e 15 de junho de 2026 por decisão dos próprios criadores, após o projeto ganhar visibilidade fora da comunidade original.
O projeto não é oficial da Garena
O Free Fire 2018 citado na entrevista não é uma versão oficial relançada pela Garena. Trata-se de um APK antigo do jogo que foi estudado, modificado e conectado a servidores recriados por terceiros.
Na conversa com Bruno PlayHard, os criadores explicaram que pegaram um APK antigo disponível em sites de download, fizeram engenharia reversa, estudaram o protocolo de comunicação do cliente e conseguiram criar servidores próprios capazes de conversar com essa versão antiga.
Isso ajuda a entender por que o projeto chama tanta atenção, mas também por que ele é delicado. Mesmo que a proposta seja nostalgia, a base técnica parte de um jogo que pertence à Garena. Por isso, os próprios responsáveis afirmaram que, se a empresa pedir o encerramento, eles pretendem obedecer.
Para entender a diferença entre APK antigo, servidor privado, nostalgia e risco de instalação, veja também o guia completo sobre Free Fire 2018: o que é, como baixar e se é seguro usar APK antigo.
Como o Free Fire 2018 funciona fora dos servidores oficiais
Pelo que foi explicado na entrevista, o projeto não se conecta aos servidores atuais da Garena. A equipe recriou uma estrutura própria para que o cliente antigo conseguisse funcionar, incluindo lobby, criação de conta, partidas e sistemas básicos para permitir a jogabilidade.
No começo, segundo os criadores, o projeto era bem mais limitado. Eles relataram que a primeira fase permitia apenas entrar no lobby antigo, trocar roupas de forma visual e simular uma conta. A partida em si foi descrita como a parte mais difícil de colocar em funcionamento.
Esse detalhe é importante porque mostra que o Free Fire 2018 não é apenas “baixar um APK antigo e jogar”. O APK precisa de servidores que respondam como o jogo esperava em 2018. Sem essa estrutura, o cliente antigo não teria como funcionar normalmente em partidas online.
Por que tanta gente quis jogar Free Fire 2018?
O interesse pelo Free Fire 2018 tem uma explicação simples: nostalgia. Muitos jogadores lembram da época em que o jogo era mais leve, mais direto, com menos personagens, menos sistemas e uma Bermuda bem diferente da atual.
Para parte da comunidade, 2018 representa o período do “Free Fire raiz”. É a fase dos celulares mais simples, dos gráficos mais leves, das partidas rápidas e de uma experiência que muitos consideram mais limpa do que o jogo atual.
Essa memória coletiva fez o projeto crescer quando criadores de conteúdo começaram a testar a versão modificada. Na entrevista, os responsáveis citaram nomes como Marechal, PHzinho e El Gato entre os influenciadores que ajudaram a dar visibilidade ao assunto.
O problema é que a visibilidade também muda o peso do projeto. O que era uma comunidade menor passou a ser visto por milhares de pessoas, criando uma pressão maior sobre os responsáveis e aumentando o risco de uma reação da Garena.
Comunidade chegou a cerca de 600 mil pessoas no Discord
Um dos números que mais chamaram atenção na entrevista foi o tamanho da comunidade. Os criadores afirmaram que o Discord principal do Free Fire 2018 chegou a cerca de 600 mil pessoas, número que surpreendeu o próprio Bruno PlayHard durante a conversa.
Segundo eles, esse volume teria superado até comunidades oficiais em determinados comparativos citados na entrevista. Mesmo que o número de jogadores simultâneos fosse bem menor, o tamanho do Discord mostra como o assunto se espalhou rapidamente.
- Discord principal: cerca de 600 mil pessoas, segundo os criadores.
- Outro servidor citado: aproximadamente 160 mil pessoas.
- Pico de jogadores: cerca de 800 pessoas em fins de semana mais cheios.
- Dias comuns: entre 400 e 500 jogadores online, segundo a equipe.
- Fluxo diário: cerca de 700 jogadores entrando, jogando e saindo ao longo do dia.
Esses dados ajudam a contextualizar a decisão de encerrar o projeto. Embora o número de jogadores simultâneos seja pequeno perto do Free Fire oficial, a comunidade em volta do APK modificado ficou grande o suficiente para chamar atenção.
Como os criadores ganham dinheiro com o Free Fire 2018
Outro ponto importante da entrevista foi a monetização. Bruno PlayHard perguntou se os criadores ganham dinheiro com o Free Fire 2018 ou se apenas gastam para manter o projeto funcionando. A resposta foi que existe alguma receita com encurtadores de link, mas ela é insuficiente para bancar a estrutura.
Na prática, esses encurtadores aparecem no caminho usado pelos jogadores para conseguir keys de acesso ao Free Fire 2018. O usuário passa por links com anúncios antes de chegar à liberação necessária para acessar o projeto. Esse tipo de monetização gera receita por visualizações ou interações com publicidade.
Mesmo assim, os responsáveis afirmaram que o dinheiro não paga tudo. Eles disseram que a equipe precisa juntar recursos do próprio bolso no fim do mês para manter máquinas, servidores, energia e manutenção.
Esse trecho é central para entender por que o projeto tem prazo de validade. O Free Fire 2018 exige servidores, proteção, suporte técnico e tempo de manutenção, mas não funciona como um jogo comercial tradicional. Os próprios criadores afirmaram que não vendem diamantes nem itens dentro do projeto.
Custos passam de R$ 2 mil por mês, segundo a equipe
Durante a entrevista, os responsáveis relataram gasto superior a R$ 2 mil por mês para manter o Free Fire 2018 no ar. A conta inclui máquinas externas, servidores, energia e manutenção física de equipamentos.
Um dos criadores também explicou que parte da infraestrutura fica em casa, com servidor próprio, nobreak e peças que precisam ser trocadas quando apresentam problema. Foram citados itens como memória RAM e SSD NVME, que aumentam o custo quando há necessidade de substituição.
Essa estrutura caseira ajuda a explicar a instabilidade do projeto em alguns momentos. Se há problema de energia, ataque, queda de rede ou falha em equipamento, a experiência dos jogadores pode ser afetada.
Na própria entrevista, os criadores comentaram episódios de tentativa de derrubar partidas e ataques contra o servidor, especialmente quando influenciadores estavam jogando. Isso obrigou a equipe a trabalhar em proteções contra pacotes inválidos e bloqueios de IP.
Links encurtados viraram reclamação da comunidade

Os encurtadores também aparecem como uma fonte de atrito com os jogadores. Segundo os criadores, parte da comunidade reclama da quantidade de anúncios nos links, mesmo sendo esse um dos poucos caminhos usados para levantar dinheiro para a manutenção.
Essa dinâmica é comum em projetos não oficiais: o acesso gratuito atrai muita gente, mas a estrutura tem custo real. Quando a monetização depende de anúncios e encurtadores, a experiência do usuário piora, principalmente em celulares, onde pop-ups e redirecionamentos podem ser confusos.
Para o jogador, esse é outro motivo para ter cautela. Links encurtados podem ser usados de forma legítima para monetização, mas também podem esconder páginas perigosas, anúncios agressivos ou downloads falsos. Em projetos envolvendo APK, esse risco aumenta.
Por isso, mesmo quando a intenção da equipe é apenas manter o servidor, o usuário precisa avaliar se vale a pena passar por páginas externas para obter keys de acesso a uma versão não oficial.
Criadores dizem que encerrariam se a Garena pedisse
A entrevista também deixou clara a postura dos responsáveis em relação à Garena. Eles disseram que, se a empresa se pronunciar pedindo o encerramento, vão obedecer e tirar o projeto do ar.
Segundo os criadores, a intenção não é brigar, discutir publicamente ou tentar enfrentar a dona do jogo. A fala reforça que eles sabem que o Free Fire 2018 existe em uma área sensível, porque usa um cliente antigo de um game ainda ativo e comercialmente relevante.
Esse cuidado também aparece quando eles explicam por que querem parar antes de um conflito. A equipe afirmou que não quer competir com o jogo original, mesmo considerando que o número de jogadores do projeto é insignificante perto da base oficial do Free Fire.
O crescimento com influenciadores mudou o rumo do projeto
Segundo os entrevistados, a explosão de interesse começou depois que influenciadores passaram a jogar e comentar o Free Fire 2018. O projeto, que antes era mais fechado, ganhou uma nova camada de exposição.
Na conversa, os criadores citam que Marechal teria sido um dos primeiros nomes a impulsionar a onda. Depois, outros criadores e streamers também testaram ou comentaram a versão antiga, ampliando a curiosidade da comunidade.
Bruno PlayHard também relembrou que havia entrado no projeto em uma fase anterior, quando era possível ver apenas o lobby. Naquele momento, ainda não havia uma experiência completa de partida, o que limitava o interesse dos jogadores.
Quando as partidas começaram a funcionar, o projeto deixou de ser apenas uma curiosidade visual e passou a oferecer uma experiência mais próxima do Free Fire antigo. Esse foi o ponto que fez a busca pelo APK e pelas keys crescer.
Free Fire 2018 virou vitrine técnica para os criadores
Apesar dos riscos, a entrevista mostrou que o projeto também se tornou uma vitrine de conhecimento técnico. Os criadores falaram sobre engenharia reversa, protocolo, autenticação, segurança, anti-cheat, proteção contra ataques de rede e servidores.
Um deles explicou que pretende estudar Análise e Desenvolvimento de Sistemas, mas afirmou que atualmente não tem formação concluída. Outros integrantes também aprenderam na prática, dividindo tarefas conforme o interesse de cada um.
Essa parte chamou atenção de Bruno PlayHard, que destacou a dedicação da equipe. O apresentador tratou o projeto como uma demonstração de capacidade técnica, mas também aconselhou os envolvidos a usarem esse conhecimento em caminhos mais seguros e legalmente sustentáveis.
Equipe fala em criar o próprio jogo no futuro
Quando perguntados sobre o futuro, os responsáveis disseram que têm intenção de criar o próprio jogo. A ideia seria aproveitar o conhecimento adquirido com servidores, segurança, Unity, protocolo e sistemas online para desenvolver algo próprio.
Esse plano ainda foi apresentado de forma inicial. Não houve anúncio de nome, data, gameplay, cadastro ou lançamento. O que existe, por enquanto, é a intenção de transformar a experiência acumulada no Free Fire 2018 em um projeto original.
Bruno PlayHard também sugeriu que a equipe poderia direcionar essa capacidade técnica para projetos brasileiros, citando Prime Rush durante a entrevista. O tom da conversa foi de incentivo para que os criadores saiam da dependência de um APK modificado e tentem construir algo próprio.
O que muda para quem joga agora
Na prática, quem ainda acessa o Free Fire 2018 precisa considerar que o projeto pode estar em fase final. Como a data citada pelos criadores fica entre 10 e 15 de junho de 2026, não há garantia de continuidade depois desse período.
Também não há confirmação de que servidores, contas, progresso, acesso por keys ou comunidades ligadas ao projeto continuarão funcionando da mesma forma. Como tudo depende de uma equipe independente, qualquer mudança pode acontecer sem aviso amplo.
O jogador também deve separar bem as coisas: nostalgia pelo Free Fire antigo é uma coisa; instalar APK modificado, passar por encurtadores e usar servidores privados é outra. A segunda opção envolve riscos técnicos e possíveis violações das regras do jogo oficial.
- Não use sua conta principal em APKs modificados.
- Não informe senha, login social ou código de verificação em páginas externas.
- Evite downloads enviados por Discord, Telegram, MediaFire ou links encurtados desconhecidos.
- Desconfie de promessas de diamantes, skins, contas ou acesso ilimitado.
- Considere que o projeto pode sair do ar em junho de 2026.
Por que APK antigo exige cuidado
APKs antigos e modificados não passam pelo mesmo controle das lojas oficiais. Mesmo que um arquivo pareça funcionar, o jogador não tem como saber tudo que foi alterado internamente sem análise técnica.
Arquivos externos podem incluir permissões abusivas, telas falsas de login, rastreadores, anúncios agressivos ou códigos maliciosos. Além disso, páginas usadas para liberar keys podem levar o usuário a instalar outros aplicativos ou aceitar notificações indesejadas.
No caso do Free Fire, há ainda o risco relacionado às regras da Garena. Servidores privados, clientes modificados e ferramentas externas normalmente não fazem parte do ambiente oficial do jogo. Por isso, usar a conta principal em qualquer experiência desse tipo não é recomendado.
O caminho mais seguro continua sendo jogar Free Fire e Free Fire MAX pelas lojas oficiais, com conta protegida e autenticação ativa.
O fim do Free Fire 2018 fecha um ciclo de nostalgia
Se o encerramento se confirmar, o Free Fire 2018 deve marcar o fim de uma das experiências comunitárias mais curiosas em volta do jogo nos últimos anos. O projeto nasceu do desejo de reviver uma fase antiga e acabou se tornando grande demais para continuar discreto.
A entrevista com Bruno PlayHard mostrou os dois lados dessa história. De um lado, há uma comunidade enorme movida por saudade do FF raiz. Do outro, há custos, riscos, pressão técnica, links encurtados, necessidade de keys, preocupação com a Garena e um projeto que não foi criado para operar em escala pública.
Para quem só queria lembrar como era o Free Fire de 2018, o episódio reforça uma discussão maior: muitos jogadores ainda sentem falta da simplicidade do jogo antigo. Essa nostalgia existe, mas não muda o fato de que versões modificadas e servidores privados continuam sendo ambientes não oficiais.
Agora, o mais prudente é acompanhar se os criadores confirmam o desligamento em junho de 2026 e evitar instalar arquivos desconhecidos apenas pela curiosidade. Para entender todo o contexto, os riscos e a diferença entre APK antigo e versão oficial, leia o guia completo sobre Free Fire 2018 e veja outras notícias de Free Fire.
✍️ Sobre o autor
Ronny Rolim Parceiro FFCP
Fundador do Free Fire Mania e parceiro oficial da Garena desde 2018. Participa de eventos oficiais, testa atualizações na prática e acompanha diretamente a comunidade — por isso cada conteúdo aqui é baseado em informação verificada.
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