The Radioativo: conheça o paraibano cabra maxo que se tornou referência no competitivo do Free Fire

Maior ícone atual do Free Fire conversou com o Free Fire Mania e falou como se tornou um das maiores lendas do jogo.
The Radioativo: conheça o paraibano cabra maxo que se tornou referência no competitivo do Free Fire

Ronny Rolim

Pedro Henrique, ou The Radioativo como é mais conhecido, é hoje uma das maiores referências quando se trata do competitivo no Free Fire, mas até 2019 sua vida era bem diferente. Natural de João Pessoa na Paraíba, considerado "cabra maxo" e com 25 anos de idade, o youtuber visto como "jornal do Free Fire" trabalhou de garçom, em mercado público, dava assistência técnica em celulares e inclusive chegou a dar aulas de reforços para complementar a renda.

Em entrevista exclusiva ao Free Fire Mania (FFMANIA), The Radioativo deu detalhes do seu início na produção de conteúdo do Battle Royale da Garena, e como o acaso do reencontro com um velho colega de escola mudou o rumo da sua carreira. Além disso, é possível conhecer o seu canal através deste link.

The Radioativo
The Radioativo tem atualmente cerca de 875 mil inscritos no Youtube

Entrevista com The Radioativo

FFMANIA: O que você fazia antes de se tornar conhecido no Free Fire?

The Radioativo: Antes de criar vídeos para internet, eu trabalhava em uma assistência técnica de smartphones e computadores aqui na cidade em horário comercial. Porém já trabalhei de garçom em um tempo paralelo a isso e dava aulas de reforço escolar ainda quando estudava.

FFMANIA: Como começou a gravar vídeos?

The Radioativo: Os vídeos foram iniciados devido ao fato de ter bastante conhecimento na área técnica e, estava interessado em poder compartilhar isso, mas sem intuito de fama ou ganhar dinheiro, o que com o tempo veio a acontecer naturalmente e quando eu aprendi a sacar a grana do Youtube, tinha um valor médio acumulado de 500 dólares, meados de 2018, já era mais do que eu ganhava na assistência técnica (1 salário mínimo).

FFMANIA: Joga Free Fire? Tem Guilda? Qual o nível do Radioativo no jogo?

The Radioativo: Jogava todos os dias, cheguei a viciar sim como todos que se aventuraram no jogo, ainda peguei o nível 51, formamos a RAD TEAM mas é difícil engajar players e participar de treinos, com o tempo a guilda se dissolveu e o custo de tempo para produzir um vídeo foi aumentando então eu não tive escolha e parei de jogar para focar no vídeo que dava e ainda da muito trabalho para produzir.

FFMANIA: Por que gravar vídeos falando do competitivo Free Fire?

The Radioativo: O Free Fire foi um acaso, encontrei o GGeasy na parada de ônibus e já conhecia e estudava com ele há tempos atrás, ele estava fazendo sucesso pelo que me falou, e ele não entendia nada de Youtube, eu já tinha um canal e conhecia a plataforma e pensei, "se o GG que é meu amigo retardado conseguiu, por que eu não consigo?" E ai comecei o mais rápido possível a investir nas lives do Free Fire, com o tempo eu descobri como o Battle Royale da Garena funcionava, demorou, mas eu achei um caminho que era "clipar" os youtubers, afinal, já tinha muitos fazendo isso, mas eu vi uma oportunidade ali, e entrei de cabeça.

FFMANIA: Quando, em que momento, você sentiu que o caminho dos vídeos estavam certos?

The Radioativo: Em questão de pouco tempo eu tinha um feedback já interessante no Youtube, 20 a 50 mil de visualizações por dia, pra mim, já estava ótimo, então vi que tinha muita deficiência nos canais de "clipadas" e comecei a investir nisso para aumentar o canal e trabalhar youtubers "esquecidos" porém que era grandes e tinha um marco histórico dentro da comunidade, além de que toda treta eu fazia toda a cobertura completa com os dois lados que foi onde começou a ter destaque no canal.

FFMANIA: Como é o relacionamento com as equipes? Já deu briga por conta dos vazamentos? O estilo é vou vazar e foda-se ou mais amigável?

The Radioativo: Os vazamentos começaram com o decorrer do tempo, mas soava como algo bem natural, afinal as equipes de Free Fire escondiam os jogadores de Free Fire e as contratações então naturalmente tudo que é escondido há uma tendência normal e natural do ser humano querer descobrir. No começo tinha muita briga por conta dos vazamentos, já recebi xingamentos de donos de organizações, mas o jogo estava apenas começando, hoje os cara entendem que isso é normal, o vazamento em si e não tem muito mais o que fazer.

FFMANIA: Com vídeos diários, quanto tempo você gasta em média produzindo vídeos?

The Radioativo: Antes era só eu, era uma media de 8 horas para produzir um vídeo, porém antes o jogo era mais "hypado", tinha mais conteúdo, as coisas fluíam de uma forma que hoje eu não sie explicar, atualmente tenho uma equipe de pessoas que trabalham comigo, tenho editor e design e ainda demandam as mesmas 8 horas para produzir um vídeo, as vezes ate mais quando se tem um assunto mais polemico para se realizar a cobertura, mas não sei explicar, mas hoje esta mais difícil conseguir conteúdo muito bom dentro do competitivo do Free Fire, as dificuldades sempre existiram, pois é de madrugada que as lives terminam e onde temos que trabalhar pra deixar o vídeo pronto ao meio dia, com poucas horas dormidas, mas mesmo assim me esforço pra trazer o jornal do Free Fire sempre no mesmo horário, no horário do almoço.

FFMANIA: Como se sente sendo considerado o jornal do competitivo do Free Fire?

The Radioativo: O público em si que me começou a denominar isso, no começo de tudo eu não tinha pretensão de nada do tipo, eu resumia tudo que conseguia do dia anterior e compilava em um vídeo, e com o tempo a comunidade, e os streamers começaram a falar isso, hoje fico muito feliz com esse conceito, e claro, o trabalho continua.


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